sexta-feira, 18 de fevereiro de 2011

Prólogo.



─ Façam isso parar! – gritei.
Aquela era a minha voz. Sabia que a dor estava dentro do meu corpo, mas eu não a sentia. A queimação chegou a tal estágio que era como se eu não estivesse lá, como se eu fosse apenas uma observadora do meu próprio corpo.
Meus pais estavam ao meu lado e eu podia sentir braços carinhosos me envolvendo, mas não passava de um leve formigamento. Aquilo que ardia em meu peito era muito mais forte do que qualquer outro toque externo contra a minha pele febril. Mais forte do que qualquer outra coisa que eu já havia sentido.
E naquele momento eu sabia que a transformação havia começado.

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